quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Desordem

Morna e Solitária, a vida segue, assim, com seus dias exaustos e cautelosos.
Nenhum perigo que ronde os minutos, é maior que a sede eminente por adrenalina, acetilcolina, serotonina, desapego...
E o que resta, é o tempo restante, resultado remodelado dos remorsos redundantes.
Mas calma, é veneno. Em doses homeopáticas, entorpecente.
Dificudade visível por vocalizações que transmitam o tato, ou as sensações bioquímicas, hormonais, anormais dos sentidos em transe.
Os cromossomos em ordem, determinando tudo, de síntese, a meiose, ou tantas outras coisas que nem passam pela mente.
Sei, que de fadadas desculpas, forjadas por dardos moles, a sentenciosa vida se enche.
Com os segundos a coser peitos arrebentados,
temperar os corações desalmados,
enfraquecer os mediastinos dos poetas,
flamejar gritos aos revolucionários,
e prover inventários aos incautos.
Lá fora,
a mesma vida besta,
sem as janelas, e pernas,
com apenas uns poros, a absorver os universos, com avidez de carnívoro.

Um comentário:

Agnes Mirra disse...

Gosto de como você escreve, e do que escreve também. Tem leveza e força, são textos de muita personalidade.

Parabéns!

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