sexta-feira, 29 de maio de 2009

Não dito

Incrível, como não há nada a dizer, porque simplesmenta não há novas coisas...
Mas, cada dia acordo,
e vejo o vazio ao redor...
Mas acordo, e isso já é alguma coisa...
O simples fato, de sentir na pele o frio,
e depois cair em baixo do chuveiro super-quente,
e poder pensar,
em tantas coisas que vão acordando também na minha mente...
poder sentir o gosto do café,
que desperta meus ânimos...
O céu lá fora, ameaça chover,
mas só cai aquela garoa fina, que parece apenas penetrar os ossos...
E são tantas coisas no caminho,
o caminho bem conhecido,
e vazio...
nenhum amigo na esquina...
O ônibus cheio, sem mais espaços...
só há, eu e a musica nos meus ouvidos.... "...searching for a savior..."
e a janela percorre rapidamente,
uma distancia de emoçoes diferentes...
E por acaso,
uma tarde inteira,
passa desapercebida,
entre ecos de biologia celular,
e o barulho estrondoso dos meus pensamentos...
E saio meio tonta,
esbarrando em minhas próprias conjecturas...
E me vejo, perpassando as janelas do ônibus, em busca do céu, que adormece...
A explosão perfeita de cores e energia...
A cidade que se acende, à lua que aparece...
Noite na serra.
Noite fria, de moleton, e luvas...
Quarto de monge, penso eu,
minha cama, minha mesa, meu armário...
Só a minha respiração me distingue de uma estátua...
Os desenhos na parede, escurecem à proporção que adormeço ao som da cortina cor-de-laranja, que sacode ao vento convidativo...
Dias Vazios, não querem dizer, tempo de sobra para versos!!!
Nem eu quero dizer coisa alguma...

Quem não consegue Improvisar, teoriza...


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Como rasgar meu coração,
E espremer até a ultima gota,
O que existe,
De concreto...
Além das saudades, que testificam os sonhos,
Os desejos,
E o amor que sinto...
E não vejo maneira de ser profunda,
E dizer, mais do que eu posso,
com essa limitação fática, e metalingüística...
ah, palavras não podem dizer,
Nem a terça parte do que sinto,
Só calejar algumas idéias,
Por tempo,
Depois tornam-se marcas superficiais...
Mas o que sinto é inteiro,
E não se subjuga, a expressões milenares,
E gastas,
Pouco eficientes,
E esparsas...
Não verbaliza suas considerações,
que são maiores que quaisquer universo semântico,
Lexical, ou morfológico...
Antes, cresce,
E se fortalece,
E enche-me de insistentes versos,
Que casulam metamorfoses musicalisadas,
Meu eu-amante,
Mudo...


Ps: Leitores silenciosos, me desculpem a falta de criatividade, sei que tenho sido massante, nestes teimosos versos de amor; mas, brevemente, postarei coisas a mais...hoje ainda, prometo...

domingo, 24 de maio de 2009

Quem não tem poesia, Improvisa...


Quer saber,
à merda esse medo impiedoso!
Vou dizer o que podia ter dito,
mas emudeci...


Queria dizer, o quanto és importante,
o quanto te amei, e te amo, há tanto tempo,
que as conversas rasas, e os risos mornos, escondem em sua essência essa saudade derradeira,
tão profunda, que impregna meus versos de melancolia...
Sandices lacrimais, egos aleijados,
tudo idiotice!!!



Por que não tenho coragem? Por que simplesmente não fecho olhos e digo, e ponto final?!


Eu te amo e pronto, não sei como viver uma vida sem você, como construir uma história sem o teu sorriso largo, sem o teu abraço apertado, sem a tua fala meiga, teu jeito louco...
Tua mão sobre a minha, encaixada, da forma que toquei só uma vez,
mão de percussionista habilidoso, que não deixa ao tambor escolhas de talvez,
que toca uma melodia nova, batucando, butucando meu coração acelerado, delirando, hipnotizado em teu exercicio maestro de meu dono,
de arrepio, de desejo incauto, intriseco,
e uma mente, que de ti não sai, e desespera quando por um instante sai do pensamento...
Quero amar-te sem restriçoes de palavras, sem apregoar nas entrelinhas invisíveis, lindos versos, sentimentos-poesia,
poder unir minha canção á tua, ter voce como meu pinguim pra sempre...
E me aconchegar no teu abraço, e esperar a eternidade, simplesmente...
Mas não posso dizer-te, e angustio não saber do tempo, o encanto da vida, não poder fazer sala ao destino, pois ele não chega, e não amarra as oportunidades em asas de borboletas...
queria que naquele dia, naquele instante calmo, ter fechado os olhos, e mergulhado na tua boca, para sempre....




credito da imagem: http://lifeonadraw.weebly.com/index.html

quinta-feira, 21 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Antes


Não é um texto de memórias...

Ai, o antes...

Tão dificil e dolorido é pensar nele agora...Como estar suspensa apenas pelos polegares, tangendo o chão...

E a memória dos momentos, das fotos, das coisas...

Como tudo já fez muito mais sentido, quando as coisas não eram complicadas, nem complexas...

Quando abraçar um amigo, era apenas abraçar um amigo, e podíamos dormir juntos...

Mas, só tenho o agora, e o rumo que todos os destinos tomaram...

A gente sempre acha, que as pessoas nos acompanharão pra sempre...

Ingenuidade!!!

Todas as emoções que vivi correm barulhentas pela minha memória...

Tantos risos, musicas, confissões...

tudo!!

E nada volta...nem uma palavra volta...nem um abraço volta...

E hoje, procuro cada parte do meu passado...

Cada um, e as sensaçoes que causaram em mim...

Foram todos dispersados pelo vento do tempo...Cada um com sua vida, e agora nova vida...

Receio estar sentimental demais...Perdoem-me , meus queridos leitores, esse texto, disperso, confuso, e um tanto sem nexo...

Prossigamos...

Queria voltar no tempo, e sentir meu coração leve...

Queria não ter que fazer escolhas tão importantes...

Queria poder rir livremente, sem esforço, e ser só uma a correr pela cidade, tomando sorvete de casquinha com o queixo todo sujo...

Queria pensar novamente, que o futuro é amanhã, e não os proximos infindáveis anos, contados de semestre em semestre, e notas que não dizem nada!!!

O Antes, tão simples...Tão puro...

Não é como o hoje...E dói...dói tão intensamente relembrá-lo...relê-lo...

O antes, como esse quadro pintado, por não sei qual insiração, atado à parede, firme e imóvel,

saltando da tela, uns detalhes perfeitos, como desordem...

A luz, agora mostra um corredor intacto...paredes vazias, esperando novos quadros,

e receio, ter de prosseguir...

Mas as lágrimas caem, e vejo, ternamente cada rosto gravado...

e também, uma faca que corta a corda que nos atava...

Vão amigos, conquistar tantos outros corações, cada um com seu sorriso, com sua forma única da ser...Levem, e seus olhares, a essência da nossa juventude, de todas as aventuras que passamos...

Preencham seus corredores...


Desejo




Longe estás da

minha voracidade,

tão intensamente

desejo-o colado

em meu corpo,

inseparável como

tatuagem...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O grito, a mágica...


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"Ás de copas.", eu falei.

Ele,

"Dez espadas."

Meu coração numa caixa mágica...
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*esse texto é um "continuação" ao que postei ontem: *entredentes*.

Abraços amigos...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

*Entredentes*

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Vamos tirar a sorte no carteado...
Esse risco, posso correr...
Coração apostado!!!
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domingo, 10 de maio de 2009

Para a Mamãe...


Mais que um dia das mães,

um dia dos filhos homenagiarem suas progenitoras...

Este ser, que durante 9 meses, carregou um outro, dentro de si,

e sofreu para dar a luz,

e perdeu madrugadas ao ver o filho doente,

E sorriu à primeira palavra, ao primeiro dia de aula,

e soube encarar a separação (ainda que eu não)

Ainda hoje, a separação é complicada,

e é o primeiro dia das mães que passamos separadas...

A senhora com a mesma naturalidade, dizendo que vai ficar tudo bem, que eu me comporte na escola,

eu, com medo,

atravesso a porta, e digo adeus...

Mas a aula termina, e não estás lá,

os dias passam, e a angústia aumenta...

Minha mãe que saudade...

do tempo que era criança, e me davas a mão quando tinha medo,

do tempo que cuidavas das minhas feridas, e fazia curativos...

Hoje as feridas são no coração, no ego...

Hoje, os medos são outros, os bichos-papões cresceram e viraram bandidos: infelicidade, caras bonitos com sorrisos encantadores...

E ainda assim, me perguntas sobre os 'gatinhos'...

Que saudades, quando ajoelhavas comigo ao pé da cama, e orávamos juntas...

Hoje, já não oro tão bem...

Ainda sim, me ligas, e perguntas como anda minha fé, se oro, se leio a Palavra...

Mãe, minha mãe,

nem faz tanto tempo assim que fui criança,

nem tanto tempo que parti...

Mas dói estar tão longe....

Todos os dias são das mães...

Este, é o meu dia das lembranças...De aprender a dar valor, todos os que passamos juntinhas....



E agora, despeço-me em lágrimas,

acalentam o coração de criança que retorna,

o medo da solidão,

que mais uma vez aporta,

como no primeiro dia da escola...

Mais uma vez,

tua voz no telefone a me confortar...

Mãe, em todas as horas, todos os dias, eternamente em meu coração.



Te amo mâinha!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Crônica à Nova Oportunidade Mundial


legenda para a foto: "Siga-me..."
Há sempre uma nova Oportunidade...

Viver é complicado, ainda mais quando tentamos controlar as coisas...

E tentamos de todas as formas,

e descobrimos que não podemos... Nem tudo acontece como queremos...

E ficamos frustrados, é verdade...

E começamos a fingir que podemos controlar tudo...

Mas não podemos enganar a nós mesmos,

não podemos abrir o peito do outro, e enfiar um sentimento, costurando-o com agulha e linha cirúrgica...

Não podemos colar os ponteiros do relógio, para que parem, nem podemos voltar o tempo...

Não podemos decifrar certas frases, ou gestos, ou julgá-los conforme a nossa própria vontade...


Sabemos, então, que sentimentos, não nascem ao acaso, nem são impostos à força,

ou Outorgados, por Major-decreto...Nascem sim, espontaneamente, mas necessitam do tempo certo, dos estímulos certos, do ambiente certo...

Sabemos que o tempo, não deve ser medido, milimetricamente, o tempo todo...mas apreciado, degustado...Observando a forma como as coisas acontecem...

Sabemos, que as palavras, não dizem tanto, e que unidas às atitudes, podem nos confundir, mas não devemos julgar verdade, ou mentira, conforme nosso bel prazer...

E a vida, é tamanha graça...Vem com tantos mistérios, e algumas poucas respostas de brinde...As outras, nós que construimos...

Mas a gente nunca quer esperar ??

Os momentos certos, os acontecimentos certos...Não queremos juntar os pedaços, até montar o quebra-cabeça que nos afligia...

E temos imperado, nesse Frenesi intenso..Correndo de um lado a outro, passando por cima de tudo, até da felicidade,

pra não perder um segundo...

E não vemos, a forma que tratamos aos outros,

a forma que tratamos o planeta,

e a forma que estamos nos destruindo...

Esse é um novo tempo...

De mudança...De deixarmos de lado, essa corrida maluca, rumo ao despenhadeiro...

Temos que construir um novo futuro, e não é um idealismo utópico, ou místico...É uma necessidade crescente...

Senão, emaranharemo-nos num caminho sem volta...

Como já vemos...

O não se comover com uma criança mendiga,

com um governo ineficiente,

com uma sociedade dispersa e altamente fragmentada...

E o pior, é se contentar com pouco,

Com pão e circo...

Com hambúrger e Coca-Cola,

com TVs de plasma,

com carros 0 Km...

Chegamos ao limiar da nossa sociedade...

À frente, Dois caminhos...

Se conformar com pouco, ou lutar contra tudo isso...

Há sempre como mudar...

Agora, ou a gente se lança de vez, no abismo, até o profundo escuro, da morte, da frieza, ou constrói uma ponte até o outro lado...

Numa luta, não contra o outro, mas contra nós mesmos, nossa própria natureza...

Deixar de pensar no amanhã, como algo abstracto, mas como consequências de nossas ações no presente...Deixar de achar que a mudança está no outro...

Ela está em mim...

E farei de tudo para que aconteça!!!

Como disse no início: Há sempre uma nova Oportunidade...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um Instante


Às vezes a gente se encontra assim,
a fazer novas coisas, a remendar as velhas calças...

Queria mostrar o mundo a mim mesma, ter uma nova sensação do frescor da liberdade...
Ver e saber aproveitar o que é bom, ter uma nova noção de eternidade, de transcendência, sem me apegar aos elos por mim descritos e elegidos prioridades...

Esquecer um pouco da saudade, da tristeza, da eloqüência...

Mas essa sensação é de curto prazo...

Noutro instante, a saudade volta, e toda a angústia da falta volta, e a gente se vê de novo, construindo as redomas de cimento, e revestindo-as de cerâmicas...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Só queria...



Quero as tuas Pupilas em fogo,
dentro dos meus grandes olhos,
quero tua Quimera,
rebulindo meus pejos
por dentro,
e tremulando minhas Causas, em tuas Causas...

Quero teu Contato,
teu Tato,
teu corpo, colado,
e o Abraço cheio,
e as mãos preenchidas,
e o meu peito pequeno para tanto Amor...

Quero as tuas Declarações,
ao pé do ouvido,
e Beijos na nuca,
e mão na cintura,
e sentir tua respiração morna bem perto...

Quero poder decifrar teus Mistérios,
notar teus jestos,
ver-te à frente,
não como em um Sonho...

Quero teus beijos,
ser teu Desejo,
perder-me em teus anseios...

E devanear,
e surrupiar teus Medos,
ternamente,
e poder abraçar-te,
ter o direito de ser Prolixa,
como essa Poesia...
poder dizer Amo-Te, de forma AUDÍVEL...



Só queria...

domingo, 3 de maio de 2009

Poética Desvairada,
solta,
que nem cavalo,
em tropel acelerado...
Levantando poeira,
correndo intensa,
dizendo seus desejos
e Desconjurando os medos...
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