quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Pra seguir 2010...


Vamos imitar o som dos pássaros,

Talvez consigamos voar...

E ir bem longe,

pra lá do limite de tudo aquilo que conhecemos!





Um 2010 de muitas aventuras, e surpresas para vocês!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Expectativas...


O tempo, é uma ilusão, que existe apenas na mente do ser humano. Nós, que resolvemos contar os dias, um a um. No espaço, o tempo não existe. O que há é matéria, e sucessões metereológicas de estações, e de dia e noite, mas nada muito fragmentado, como os segundos, as horas, ou o que seja.


Antes disso, o antes-do homem (ou macaco, de acordo com a filosofia do Nietzsche)*, era ainda um primata, sem consciência de ‘ser’. Ele vive de acordo com o que lhe é dado pela natureza, pois ele não sabe que existirá um amanhã (ainda não há consciência da sucessão de tempo.). Para ele, o momento presente, é a realidade mais importante. Depois, vê uma bela árvore sendo incendiada após ser atingida por um raio, e vê companheiros morrendo. Não conhecia o fogo, e não tinha consciência da morte, pois para isso, precisaria antes saber que estava vivo, e ele não sabia. Mas quando vê o fogo, e percebe que veio do céu, de alguma força mágica, que suas mãos não podiam tocar, e que os olhos não podiam ver, inicia-se então a Crença.


A partir daí, o homem desenvolve cultura, fala, escrita, aprende a manipular a natureza, e fazer cultos religiosos. Vem os Patriarcas, os clãs, as propriedades, as trocas, os sacerdotes... Polegar opositor, telencéfalo bem desenvolvido, humanidade manipulando todas as formas de vida. Vem a tecnologia, os pensadores, e as dúvidas que ainda assolam a humanidade.


O homem mudou o hábito alimentar, a forma de vestir, de morar. Povoou toda a terra, e hoje, não há um lugar sequer, que não tenha sido descoberto. O macaco que antes contemplava as estrelas, agora faz cálculos precisos de distâncias, e estima probabilidades de visita. Eia! Homem.
Um dia, descobrirá todo o espaço, levando suas descobertas. Talvez, haja no espaço, alguma civilização sem crenças, e estes verão chegar do céu, algo sobrenatural que seus olhos e antepassados nunca viram...



Seremos os deuses que tentamos ser aqui na Terra, e não conseguimos! E nunca chegaremos a ser o Além-do-Homem.


De fato, o tempo não existe, e nos perdemos em devanear um futuro incerto. Como nossos avós, os ‘macacos’**, deveríamos nos preocupar mais com o agora, e não nos dilacerar com o passado, ou gastar energia em planejar o futuro que nunca chega.


Vai virar 2010, e pretendo não entrar nele com muitas expectativas.Vou tentar degustá-lo aos poucos, me desapegar cada vez mais dessas tantas coisas do mundo, que só servem para aumentar o sofrimento. Quero me descobriri mais, ler mais, pensar mais, e chegar a conclusões. O legal, é que isso tudo eu posso fazer no tempo presente. 2010 pra mim, começa hoje!



*é apenas uma referência ao Nietzsche, para mostrar como suas idéias, influenciaram o meu pensamento na frase. O objetivo NÃO é explicar as idéias dele.
**Por favor, não estou dizendo que o homem veio do macaco. Ainda é referencia ao pensamento do Nietzsche.
PS: Não sei se foi interessante...Mas, ainda dá pra ler o post de baixo!rsrsrsr...Abraços cordiais, e ótimo 2010...

Corda bamba

No meu quarto, vazio de sons,
meus pensamentos ecoam, murchando minhas convicçãoes,
e agora, mais que a dúvida,
a desconfiança permeia os sentidos,
e a solidão bolorenta, acalenta de novo os pesadelos à noite.
A saudade doída, a tristeza daninha,
tudo de novo, formando um coquetel explosivo,
que me embebeda todos os dias.
Nem um minuto de sanidade,
nem um instante em que a mente perversa não maltrate o eu interior,
com suas perguntas massantes e dúvidas frequentes.
E não há calmaria,
ou qualquer coisa deste mundo que tranquilize.
Os sentimentos estão em rebuliço,
fervilhando em meio ao caos instalado.
Eu não posso fazer nada,
e se tento afastar os pensamentos, eles vem com mais fúria,
encher-me de nostalgias e culpas.
Não há nada pior, do que um psicológico turbinado desesperado.
Será que consegue se equilibrar na tênue corda,
que separa a razão da loucura?
PS: Há alguns dias, tento entrar no blog, e não consigo...Hoje ainda, posto alguma coisa interessante.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal...

Ontem, embora quisesse, não foi possível postar nada. Não sei o que aconteceu, mas a rede não favoreceu o meu sarcasmo, e pessimismo.
Mas falemos agora, no Natal e todo o cinismo que o circunda. Todas as promessas, e atitudes que são tomadas instantaneamente, e que se desfazem ao último “HoHo” do Noel no dia 25. Depois, os restos de Peru vão para o lixo, e quem não se falava na família, vai continuar se tratando com hostilidade.
A árvore de natal, volta pra caixa, e o menino do presépio, vai passar mais um ano em hibernação, principalmente na consciência, e ressuscitando infante, mais uma vez, no próximo Natal.

No final das contas, o propósito era encher a barriga de Comida, e ganhar uns presentes tolos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

22 de dezembro de 2009 (retrospecto II - de 2 meses atrás)

Ela, nem sabia o que dizer,
só fechou os olhos, e murmurou para o silêncio,
que queria congelar o instante
e ficar ali, para sempre.
Ela, que tinha medo de pontos-de-ônibus,
viu o medo escorrer pelas pernas, em forma de arrepio,
não só por causa do frio,
mas pelo abraço que a protegia de qualquer perigo.
Não estava mais sozinha!
Dali em diante, suas mãos encontrariam sempre abrigo,
e não precisaria ter tanto medo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

E se um espermatozóide tivesse escolha?


Naquela nuvem espessa, de material endógeno secretado pelo progenitor, cada um de nós, era apenas mais um resultante da meiose gamética, que perpetuaria a adaptabilidade do que nos tinha originado. Uma bolsa de genes, com a função específica de nadar pelo longo túnel da vida, até o óvulo complacente, ansioso pela união esparsa e aleatória. Os cromossomos se pareariam, e mais um 'sapiens' seria formado. Guiados pelo tactismo químicos, e agindo pelo instinto, gastando a energia produzida imaturamente, pelas mitocondrias paternas, que não tem vez na divisão de organelas. Pergunto-me então, se escolheríamos chegar lá, no objetivo cego de fecundar um óvulo, e tornarmo-nos Homo sapiens. Bebês indefesos, crianças endiabradas, adultos sem perspectiva aparente, destruindo o mundo, que, invariavelmente, estava bem melhor antes, sem a presença do tal Homo sapiens sapiens.


Já citei o sábio bíblico antes, quando diz que mais felizes são os que não nasceram, porque não viram as obras más que se fazem debaixo do sol (e acrescento, que essa felicidade é ainda maior, porque não tiveram a oportunidade de eles mesmos cometerem essas tais obras), e resgato agora Schopenhauer, e a fatídica pergunta, será que viríamos ao mundo se tivéssemos escolha?


É difícil dizer, até porque, não há muito sentido aparente para a vida. Cada dia que passa, sentimo-nos menos confortáveis com as situações a que somos impostos, e por Deus, já não aguento mais as crises de relacionamentos com os outros, as idéias que se chocam, a falta de paciência e respeito com o próximo, ou de tolerância às idéias alheias. Cansei da história de objetivo, destino, propósito!



Pena que o cérebro só começa a se formar a partir da quarta semana (mais ou menos) de gestação, pois se um espermatozóide pensasse e avaliasse suas perspectivas de forma crítica, não viria à tona, chorar, e fazer xixi nas calças!



No fim das contas, tudo ia terminar bem, e não haveria mais aquecimento global, não haveriam cruzamentos preferenciais, o mundo poderia voltar a ser o que era, e ninguém mais sofreria desilusões... Sei que alguém vai argumentar, que há inúmeras coisas boas, que nos impelem a escolher pela vida. Talvez seja essa a ilusão do espermatozóide!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

15 de dezembro de 2009 (em retrospecto I- das memórias e vontades)

Arrumei minha mala, de volta pra casa. E não posso mensurar a ansiedade que tenho para chegar. Me aninhar no ventre de casa, no meu quarto aconchegante, com teto virado pro céu. E devanear, esconder na escrivaninha todos os meus versos contidos na ânsia de tentar ser. Lá onde o celular tira férias, e se desprende da bateria, e onde eu tiro férias do mundo daqui de fora.
Lá, onde o mundo chega até mim, apenas como ruídos, e as verdades se mascaram sob o som do ventilador de teto incessante. Lá, onde a nostalgia impera, longe dos lápis de olho borrados, e cabelos penteados. Lá onde o amor, ressoa em modinhas de violão, reticentes e impiedosas, amortecendo as tristezas, e a solidão. Lá, onde o silencio é matéria prima de criação, e o escuro da noite, se transforma em sonho. Nem sempre bons, e aconchegantes. Ás vezes as noites são vazias, e percorrem rapidamente as horas, tornando-se dia, mais cedo.
E, logo será hora, de proteger-me na redoma inventada, e programada para conter meu sopro de liberdade. Já tenho saudade das limitações de impacto, causada pelas paredes de cimento frio.
Lá, onde minhas vontades são pecados, e minhas atitudes deploráveis. Lá, onde os pesadelos tem pena de mim, e me deixam solitária às noites. Lá, onde as lembranças são companheiras da existencia injustificada.
Saudades de casa, meu exílio particular.

sábado, 12 de dezembro de 2009

11 de dezembro (em retrospecto I - da partida)

Acordei em 2009, como quem decide partir para longe. Levantei cedo, abri as janelas, e deixei o sol entrar vagarosamente, descobrindo os cantos, e clareando o que estava na superfície exposta.
Abri as gavetas, com cheiro de mofo, e as enchi de naftalinas.
E eu parti de fato, e na minha mala, cheia de ventos e sonhos, o relógio também marcava os instantes em contagem regressiva. Quem quer que acredite que o tempo corre para a frente, adicionando horas. Isso é ilusão de relógio! O tempo corre para o fim, diminuindo os instantes seguintes, a cada volta completada sem esforços...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Niilismo

Caminhamos para a morte, a cada instante que se passa,
a cada consentimento não pensado,
a cada dia que acordamos bem dispostos, ou mesmo não dispostos (há também os que não acordam).
E é assustador, como somos 'passageiros', como nossa vidinha mísera se resume a um instante do presente, já que o dali a pouco não conhecemos.
A morte nos espreita, nos acaricia, nos molda,
Brinca conosco, como um predador com sua comida.E ficamos doentes, e buscamos cura, melhora, tentamos mascarar a verdade com fórmulas manipuladas, e algumas mentiras encobertas.
A vida, vai nos dando motivos, enredos, corda,
e nós, ávidos por futurinhos inventados e programados, laçamos a armadilha,
e nos enveredamos pelo caminho sem volta.
E o mundo, se desgoverna,
Gira, e nos manifesta gloriosa decaída, não por si, mas por ação conjunta e alienada de um que sapiens e ignora.
E no enlace mau, na arrancada triunfal da miséria sobre a terra, percebemos a vaidade instalada, o egoísmo, o sentimento aguçado de luta pela sobrevivencia.
Cada passo, guia para o abismo.
Há os que vão mais adiante, mas o fundo é destino de todos.
E como diria o sábio, em seu escrito,
'são mais felizes os que já morreram, dos que ainda vivem, mais felizes do que ambos é o que ainda não nasceu...' (eclesiastes 4)

Conto narrador-personagem na terceira pessoa [3]



E sucedeu uma saudade nova, dele, e que ela não conseguia controlar.
E era tão forte, e tão confortável, que ela se deixou acompanhar, peito aberto, e braços desejosos.
A meu bonitinho...

sábado, 5 de dezembro de 2009

A um anônimo


Eu estava passando, e vi a multidão aglomerada: Tinha alguém caído no chão.

Um arrepio percorreu a espinha, e eu, quase que instantaneamente, caminhei para o aglomerado de pessoas. A respiração estava pesada, o coração batia rápido, e a mente implorava que não fosse ninguém conhecido.

Senti um alívio, quando vi o rosto anônimo desacordado. Um rapaz de mais ou menos 22 anos, alto, bem vestido, e bonito. Meio loiro, sem barba, com uma blusa azul céu. Na testa dele, havia um enorme curativo.

Haviam muitas pessoas conjecturando, e teve até os que disseram que ele havia sido atropelado por um ônibus.

É, agora, lamento muito. Eu não sei o que aconteceu com o rapaz, se a ambulância chegou, pois não demorei nem 10 segundos na "conferida". A questão é que senti-me aliviada ao ver que a pessoa lá estendida não era ninguém que eu amasse. Isso é cruel, um egoísmo sem tamanho. E eu até paro para pensar no que eu poderia ter feito. Nada. Apenas ter sentido pena do coitado.

Aquele tanto de pessoas lá, em volta dele, como se fossem urubus esperando para se deliciar com a morte, sairiam dali dizendo: "morreu um rapaz hoje lá no centro...".Eu, passei, olhei e ignorei.

Agora dói. Não deveria ser assim, nós não deveríamos só nos importar com parentes e amigos. Somos um todo social, em que os benefícios e malefícios são compartilhados.

O rapaz ficou lá, desacordado. Ele viveu com certeza. Não tinha sangue no chão, e definitivamente, não parecia ter sido atropelado. Mas agora ele ronda minha mente, me acusando de Omissão.

E digo-lhe: "eu não poderia ter feito nada."

E ele chama-me de Egoísta.


PS: Dizem que o cuidado parental é uma característica que propiciou a evolução da nossa espécie. Eu acredito também...Mas acabou que essa caracteristica tornou-se tão acentuada, que estamos perdendo a compaixão. Quantos aqui colocariam o cara no carro, e o levariam para o hospital, sem conhecê-lo, sem saber se ele merecia, e até, pagariam os exames? Não muitos... A gente nunca se arrisca, não é? Preferimos alugar o pensmento, e sair pela tangente...

Triste realidade à qual, sou inclusa...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

à minha outra metade



Sabe que minha vida sem você,
não é mais a mesma. Nossa ligação é forte, nossas idéias complementares,
e nosso amor tão grande, que nos sentimos à distância, e sempre sabemos nos confortar.
Sei que as minhas melhores idéias vem de você,
assim como as melhores respostas, e também a saudade mais saudável.
Lembro-me das lágrimas que choramos juntas, dos dias que passamos grudadas, de mãos dadas, deitadas no chão da sala, vendo bobagens na TV, e reclamando da boa vida.
É que a gente quer aventura, quer sentir a adrenalina esvaziar os espaços preenchidos pela monotonia, e enfado...A gente quer a liberdade inteira, sem metades, e fronteiras.
E a gente imagina o longe, prá lá, muito mais além do que conseguimos ver da nossa zona de conforto, ou dessa redoma que nos aprisiona.
Agora, sinto sua falta. Quero poder cuidar de você de novo, dar conselhos, encorajar, e ensinar biologia.
Quero deitar de novo com você, pra ouvir a chuva, e ficar na pontinha pra você não cair da cama.
Sim minha irmã, embaixo da cama não existem monstros, e o mundo que você ainda não conhece, é amedrontador. Aqui fora, as pessoas são más, os sonhos são frustrantes, e os pesadelos são reais todas as manhãs...
Os príncipes, não passam de sapos sujos, os contos, são medidos à priori, e trocados por ilusões.
Mas não se assuste, minha pequena, ainda posso cantar uma canção de ninar para embalar seus sonhos juvenis,
ou para mascarar o susto de alguém que se depara pela primeira vez com a realidade.


PS:
Á Paula Carine, minha talentosa irmã.
Teus sonhos são lindos, e tua competência Gigantesca. Torço muito, e sinto saudades...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

sinuca de bico

A vida por um fio,
constantemente,
e não há um passo,
desses infalsos que damos todo o tempo,
que não nos leve a uma
"sinuca de bico", ou à beira de um precipício.


(e de lá de cima, o medo escorre até a barriga. Parece que todos os icebergs do mundo resolveram degelar. Frio mesmo, medo sofrendo digestão e invadindo todas as cavidades.)

sábado, 28 de novembro de 2009

Darwin/ Mais um sobre saudade / Mãos



crédito meu na imagem.


Darwin seria poeta,

se não fosse tão perfeito!



---X---X---X---



-"Você ainda vai me amar amanhã?"
Sem pestanejar, um 'sim' ecoou na madrugada das descobertas.
E 'amanhã' chegou,
mostrando a veracidade do advérbio.
Mas as segundas-feiras se repetiram na progressão aritmética das semanas do ano,
até o amor fracassar na contagem.
Numa bela segunda, o amor não acordou.
É! Bela sim!
Quem disse que o amor desiste em dias feios?



---X---X---X---X---
Vai, eu adoro ancorar minhas mãos nas suas!
PS:
Algumas considerações...
Sabe aquele amor que teima em nos deixar? Aí, ele vai desgastando, até ficar a saudade. Sabe quando essa saudade é parte tão intrisseca ao nosso corpo, que falar do novo, sem citar o velho, é como se fosse pulada uma grande parte da história.
E o novo, é empolgante. Tem a capacidade de prender minhas mãos, e me deixar sem poemas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dois textos loucos e sem título

Lembra que a gente escolheu o mundo,
e que não queríamos ficar limitados a uma vaguinha apertada para dois?
Queríamos ser infinitos, imensos!
Queríamos viver o devaneio, cansar os pés de tanto andar para o horizonte,
tentar descobrir onde a terra se junta ao céu.
Vimos o sol, de nossos domicílios distantes,
e nos contentamos com a globalização do contato a longa distância.
E acabou, que nossos mundos se separaram.
Acabou não, começou,
e o meu (mundo) explodiu,
se tornando uma constelação inteira.
Não preciso mais da sua estrela Shedir!
PS: Por falar em nostalgia, deu vontade de relembrar.
Mas, reminiscências não fazem bem, acabam por envenenar a alma de uma angústia louca, e meio sem razão.
Não para quem não tem mais motivos para sentir saudades.
---X---X---X---X---
Amo me irritar com seus defeitos,
com sua forma meio vagabunda de levar a vida.
De não se preocupar com nada,
muitas vezes me deixando até de lado.
E eu, com a pulga atrás da orelha,
fico imaginando, qual seria sua intenção.
Fico imaginando como seria nossa primeira briga,
mas você é desligado demais pra se irritar com minhas ironias,
e calmo demais pra ligar para meu nervosismo injustificado.
E quando eu ensaio qualquer discurso,
para te dizer de vez minha angústia, meu desvelo,
perco o fio da meada no primeiro beijo do dia,
que vem cegar meus instintos,
e me deixar esperar por outro momento para as queixas.
Amo também, ter que reclamar das tuas faltas,
e ver você rir gostoso, do jeito que eu adoro,
fechando os olhos, e dizendo que eu me preocupo demais com coisas insignificantes.
Gosto quando me liga,
e fica receoso de chamar 'meu amor', e ainda se perde no meio da conversa,
com um 'meu bem' meio rouco.
Amo como você me deixa intrigada, pela falta total de ciúmes,
como não fala das minhas roupas,
nem se importa se alguém fizer alguma gracinha. Me pego às vezes pensando
se realmente sente algo, pois nem chega a falar,
ou a demosntrar de qualquer maneira.
O fato, é que a gente se misturou,
ao acaso, e deu tão certo,
essas nossas desavenças,
que desvencilhar do abraço,
e embarcar no cansaço,
já não é escolha válida.
A gente quer mesmo, é se levar naturalmente,
sem ter que conversar abertamente,
nem delimitar regras ,que no fim das contas, só servem para serem quebradas.
PS: São dois textos DISTINTAMENTE diferentes.

domingo, 22 de novembro de 2009

Status:


Remoendo as nostalgias, até quase poder tocá-las com a mão...
Talvez, por um simples acaso, poder revivê-las, e mudá-las quem sabe...
Subordinada, portanto,
às lembranças, em cárcere privado, sem muitas escolhas de depois...








PS:
Meu status atual, depois de uma semana sumida. Não é muita novidade, falar em saudade, em nostalgia. Talvez seja até errado, para a situação atual.
Esse texto é só um resgate de algo que disse a algum tempo, mais algumas considerações, que achei pertinente acrescentar, e que parecem fazer sentido para o inconsciente.
No mais, estou de volta!


Mais uma semana, de cabeça abarrotada de coisas.
Os problemas, se fizeram unanimes em seu ofício de tirarem-me da calmaria, cada vez mais escassa.
Os sonos superficiais, as noites em claro intercaladas de pesadelos reais, ás vezes.
A dieta de poesia, a irritação,
o sentimento inqueridor, e amedrontador.
O olhar noite-escura,
sem vela, sem cobertor...
O medo do amor,
quase são e salvo de acasos...
Aqueles acasos que regem a minha sorte, e deixam o signo no avesso da verdade...
Não tenho traçados firmes, que subjetivem o sentimento.
Deixo-me ser levada então, pela realidade que tenho.

domingo, 15 de novembro de 2009

amanha...

Mas, amanhã,
terei a intensidade dos românticos extintos,
a complacência dos mortos na guerra,
a compaixão dos mártires tristonhos!
Sim, amanhã,
serei um só ser pensante,
inquieto, poético,
sem bloqueios, apenas com devaneios.
Amanhã, quando minha poética acordar bem disposta!


PS:
Mas não esperem resposta. às vezes ela desperta tarde demais...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Presságio

É um vento que arrepia a espinha,
uma sensação irrequieta,
que não deixa dormir...
A mente, sempre atenta,
os passos que se fazem receosos...
Coruja que pia sob a noite,
anunciando qualquer mau presságio para os atentos,
Situações que levam a caminhos opostos,
empecilhos, medos...
Difícil saber o que fazer,
quando o escuro nos vigia de perto,
nos tateando com as sombras projetadas sobre os corpos,
ou com as que ganham vida, na mente assustada...
O que fazer, quando o silencio reza,
e canta o terror, o medo,
e vira palco para as assombrações imaginárias,
para os fantasmas nada camaradas,
para a violência contra a sanidade...
A sensação presa no peito,
imensa, e audível como o pio da coruja,
deixa o espírito em alerta:
Algo de ruim, pode acontecer...
E eu, que não acredito em sexto sentido, premonição, presságio,
cruzo os dedos,
e faço preces...
A adrenalina em alta, simpático ativo,
transformam a mente, numa história de terror.
Muito, muito medo!
PS:
Não acredito em preságios, mas sei que o perigo imprime em nós, esse tipo de sensação.
O perigo habita dois olhos negros, como o mistério das noites repletas de corujas piando!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Casa...

A volta para casa, é sempre uma nostalgia,
daquelas que chegam a nos causar sono.
Cada cheiro, remota lembranças adormecidas,
nalgum lugar da mente atarefada.
Minha sensação sempre,
é que colocando os pés em casa,
todos os meus problemas vão sumir,
desaparecer,
e poderei ser, mais uma vez, a criança livre que corria pela casa.
Mas,
quando chego de fato,
e vejo-me confrontada com tudo que fui,
ou tentei ser,
entristeço-me.
Talvez, por não ser mais como era antes,
e sinto culpa,
por não ter mais vontade de mudar.
E dilacero-me em maldizeres, por ter de esconder o olhar
que agora tenho,
pintando de branco o carmim das opiniões.
Minha alma ainda é inteira,
embora minha mente não,
e enlouqueça com as dúvidas que brotam
do conhecimento que se enraiza...
Acaba, que por fim,
meus olhos avistam novamente a estrada,
e a nostalgia passa,
minha casa será novamente saudade,
e os problemas adormecerão, fatigados com a minha falta de tempo.
----X----X----X----
Ah, o cheiro de casa,
o aconchego que parece abraço,
o conforto que me falta,
em meio à correria e falta de tempo.
A vontade de ficar,
e ser embrião de novo,
no lar,
construindo sonhos,
e fazendo planos de futuro...
A vontade de não partir,
de permanecer com o tempo parado,
sentindo o vento do ventilador,
que enche o vazio das tardes com gosto de doce.
A vida era mais fácil em casa,
com todas as suas regras,
e paradigmas,
quando a preocupação era ser somente o que se era esperado,
e calar as verdades proibidas.
Dá vontade de correr pela casa de novo,
tomar bronca por ter molhado o banheiro,
ou não ter lavado os pratos,
para assistir TV.
Agora,
a casa é só saudade,
quando me vejo novamente na estrada,
e todos os desafios me esperando depois do horizonte.
----X----X----X----

PS:
Desculpem-me a demora para escrever. Estava fugindo deste momento.
Minto! Tentei ainda, digitar algumas coisas, que me pareceram sem sentido.
Eu fugia disso: de ter de confrontar-me com as coisas que me causam medo, e ainda, com a poética que parece esconder-se de mim a cada momento.
Fiz esses dois textos, mas coloco-os com receios... Digitei-os, e não analizei muito a estrutura, ou a gramática. Nada! Se fosse fazer isso, não os colocaria, e deixaria para amanhã a tarefa árdua e torturante de tentar escrever alguma coisa. Outro dia passei 3 h olhando para a tela do computador, sem coragem nenhuma de iniciar um texto (talvez seja um eufemismo, e eu estivesse mesmo era com medo de assumir o que tenho a dizer).
Sabe, amor,
tenho saudades do tempo que tinha certeza do que significavas.
Agora, tiro o luto do amor que adormeceu,
definhou até a morte,
e morreu levando minha poética mole e superficial.
Senti o medo, senti a dor da perca,
da despedida,
da partida,
das palavras que não foram ditas,
e os esclarecimentos que não passaram de pensamentos.
Agora, tenho alegria nas tardes,
e no pôr-do-sol que anelávamos,
e lembro com carinho das histórias que nos guardavam dos perigos.
Meu coração, agora,
se liberta, da lembrança,
e embarca na nova aventura que o amor lhe presenteou.
Com muitos medos, claro,
e não sem lutar contra,
sem se debater,sem se proteger,
mas foi tomado, se rendeu,
e pode ainda ter alegrias, esperança...
Agora, amor,
deixo-o com as saudades,
e com a lista das coisas que queríamos fazer,
com os planos,
com o que construímos sutilmente...
Vou VIVER meu devaneio!!!
(talvez fosse isso...)

domingo, 1 de novembro de 2009

Cedo...


Era cedo ainda,
mais do que poderia imaginar...
E disse-te que amava,
que não conseguiria viver sem você.
E foi incrível, quanto durou,
pois mesmo longe, teu coração pulsava dentro do meu,
e cada respirar, era combustível para as lembranças que não morrem.
Mas foi sucinto,
e minha imaginação de poeta,
exagerou os planos de eternidades.
Agora, é tarde,
e o amor descansou sereno, sobre o seu próprio abismo.
Meu coração ficou lá,
com sua metade manchada de cinza-concreto,
chapiscado com a camada grossa de cimento impermeabilizante que coloquei para não doer mais.
O choro cessou, com o tempo...
Agora, é tempo de seca,
dos versos que nasciam espontaneamente...
Das palavras que se encaixavam na emoção que sentia...
é tempo de adaptação,
de aprender a usar novos substratos, experimentar outras metades,
pintar as paredes,
me enovelar noutras palavras...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Conto narrador-personagem, na terceira pessoa [1]


De sobressalto, olhou ao redor, e assustou-se com a realidade.
Os sonhos da noite ainda rondavam sua consciência que amanhecera cedo, com vontade de café.
Dali a um instante seria dia, e ficar ali remoendo a preguiça com gosto de poesia requentada não seria bom para a enxaqueca.
Pôs os dois pés no chão de vez, e abriu as cortinas.
Seu corpo despertava com a luz.
O sonho se apagava lentamente, tornando-se gosto de noite-mal-dormida na boca...


PS:

Pra quem já conhece, o termo narrador-personagem,na terceira pessoa (no sentido preciso com que o uso...), fica fácil entender... Se não, há sempre como recorrer a um texto antigo. No caso, o texto: Narrador-personagem na terceira pessoa pode os ajudar a compreender...
Eu coloquei um 1 entre colchetes, mas não sei se escreverei outro do gênero.
Estou com sérios problemas para escrever.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A antítese de sempre

A penumbra da noite,
chega a galope apressado,
derramando pesadas gotas de suor bolorento,
sobre os reles humanos que se agrupam em falsidades e feitiçarias...
Há quem diga, que se há entrosamento,
que feridas se curam com orações,
ou que compreensões alheias são mentiras merecedoras de castigo...
Há quem faça o contrário, e no silêncio das cortinas estáticas,
bolam inventários demoníacos,
de mitificações, sacrilégios, fingimentos...
No meio da multidão atenta,
fermentada de discórdias e hostilidades,
se assenta a 'Besta Fera'*,
do hedonismo contemporâneo,
do conhecimento Inabalável,
das palavras que tornam-se verdades tombadas...
E o indivíduo, macerado,
enclausurado em seu pensamento inquietante,
que busca indutivamente uma resposta,
resta a dúvida cruel do segredo absoluto que é a verdade...
Fica difícil distinguir as duas partes que compõe o todo,
fica dificil delinear a separação entre o que merece ser verdade,
ou o que é considerado profano,
insano, mentira descabida,
remoída, e repaginada...
Fica dificil argumentar com a mente moldada precisamente,
com os pensamentos que ora se encaixam,
ostensivos,
em cima de um muro construído para o empirismo proibido,
ora em baldeações medievais de postulados e convenções...
Dita doutrina da mente,
da verdade prematura que se estabelece,
que se perde, que se esquece...
Que age como paradigma rotulado,
e invade convicções romanescas, e sermões dilaceradores...
Não há uma resposta, ou um caminho que se siga...
Há de se convir, que as verdades se desenham conforme os olhos...
Que a mente manipula, conforme lhe foi proposto anteriormente,
e não há mais uma convicção pessoal,
só a do grupo padrão de pensamento...
Agora, em crise maior do que os Medievais passaram...
Testando mecanicamente os argumentos que se encaixam no medo,
ou no que seria realidade crua, sem dogmas,
O ser hoje, que em hostilidade se ancora,
Canta o medo que domina sua mente,
embebida em ideais de procedência duvidosa...
PS:

O ser, hoje, praticamente não pensa no que acredita, e segue a vida achando, que tudo que dizem é verdade... No mundo, onde a argumentação é a chave de tudo, uma boa frase pode convencer qualquer um! E o ser, anti-social ( no meu ver), alia-se aos paradigmas existentes, no dogma, na ciência, e não busca comprovar suas escolhas...Aí, mantém-se no automático, preferindo não pensar em sus proprias contradições, e questionar o que é considerado verdade pela maioria...Repete, repetidamente (fiz isso de proposito...heheheh) tudo que ouve no telejornal, no cursinho, na igreja, no escritório, na Globo...Faz com tanta convicção, que fica difícil desvincular VERDADE de INFORMAÇÃO... Pensamento crítico, foi abolido do intinerário do ser evoluido, que se orgulha das peripécias, e da inteligência, e da tecnologia... Eu fico impaciente, porque muitas vezes, me pego agindo como o ser medieval, que acreditava em algo que não conhecia, que lhes era apresentado como a maior verdade do mundo...E não questionavam...Prosseguiam acreditando apenas...
Não sei dizer a vocês, tudo que realmente queria, e como me sinto incomodada em ter uma mente moldada, e manipulada (quem não a tem?). E como tantas outras, tento mudar a ótica, e questionar algumas coisas, e acabo me enveredando pelo caminho que me foi proposto de antemão...
Tenho a impressão que sofremos mais que os medievais...Que o nosso barroco, não mais é constituído de Antíteses, mas de paradoxos tão complexos, que mesmo pensá-los seria inviável!
"O que eu não quero, isso eu faço, mas o que eu quero fazer, não consigo..."
(frase de algum versiculo da Bíblia, que não me lembro a referência.)

domingo, 25 de outubro de 2009

Espelho [2]




Emblemático é o espelho,

em suas vis considerações,

se sua semântica muda,

é o meu domínio léxico-corporal.




Minha imagem gravada no espelho,
tal qual entalhe em Mármore de Paros,
Evidenciando todos os defeitos do Mundo!

(e que eu preferia não enxergar...)

PS: Meus amigos, desculpem-me a demora de postar, e ainda pelo post pouco criativo que vos deixo agora... Assim que tiver mais tempo, oferer-vos-ei algo mais interessante... Saudações cordiais!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Clareza


Quero ter a CLAREZA,
de quem à beira da morte,
contempla o mistério da vida...

(Não importa...)

...Se se morre, e se renasce,
se se recicla,
se desaparece...

Quero a clareza de quem não entende,
de quem apenas descobre!



PS:

Não, não quero morrer!
rsrsrsr...

sábado, 17 de outubro de 2009

o Sonho, e a Culpa


No chão, o papelão forrado,
e a criança sonolenta, desaba.
Sem pão, o estômago ronca,
fazendo trilha sonora para o contraste que se pinta na realidade.

Em baixo da marquise, o menino vê o céu ser barrado pelo concreto.
Percebe apenas, os carros que passam apressados, e barulhentos,
escondendo o barulho do seu estômago...

Não teme a escuridão!
Seus monstros aterrorizantes são a fome e a miséria,
tem a angústia
do medo da bala perdida, da violência...
Há muito tempo, não espera o Papai Noel, ou o coelho da Páscoa,
Esperava sim, um olhar de compaixão,
uma mão que afagasse seu desespero,
e o ajudasse...
Tinha receios que isso viesse a acontecer um dia,
e pedia em oração a Deus, que sobrevivesse àquela noite...

Sua infância esvaía, soterrada pelo egoísmo alheio,
pelo concreto armado, que cimentava os olhares, e opiniões.
E tinha fome, muita fome de carinho, de futuro!

Mas, a sociedade só o oferecia um prato de sobras,
só era visto de relance, pelas pessoas que passavam apressadas.
Podia até gritar que não seria ouvido.
Era sempre a mesma resposta:
-Não tenho dinheiro!
Não era dinheiro que ele queria, era vida, era oportunidade!

No colchão de papelão,
o garoto sonolento fazia seus votos, e preces.
Fechou os olhos, e por alguns instantes, seu semblante lembrava sua infância.
Sim, era uma criança que dormia serenamente, e sonhava.
Sonhos de criança, com balas, fadas e carinho...

Havia esperança enquanto sonhasse!



PS:

Nem posso imaginar quantas vezes, passei na rua, e não percebi uma criança indefesa soterrada pelo meu egoísmo...Inúmeras vezes, dei a fatídica resposta, do "não tenho grana.", e não pude ver o desespero nos olhos carcomidos pela miséria.
A pobreza, é minha culpa, que aspiro galgar uma posição na sociedade, enquanto muitos outros, são expulsos do direito de tentar...
O barulho dos carros, pode calar o som altíssimo dos milhares de estômagos que roncam de fome, mas não podem apagar a existencia do menino esfomeado.
Evitamos esquinas, com a desculpa de se esconder da violência, não passamos por ruas, evitamos sinais...Evitamos lembrar que existem pessoas abaixo da linha da pobreza...
Enquanto a consciência não toma conhecimento da miséria, podemos viver com a barriga cheia de comodismo, estáticos, enquanto devoramos as oportunidades cozidas, dos garotos que nascem sem sorte...
Podemos andar de carro, a vidros fechados, presos num mundo hostil, enquanto cá de fora, alguém só implora um olhar...
Sou culpada pela pobreza, e assino a sentença de morte do menino, toda vez que passo, e finjo não enxergar!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Desconforto

DESdigo, o incerto,
reUSO, as desculpas,
empalideço frente às consequências...
Medo eloqüente, de quem conhece a dialética,
de quem de forma hostil, ignora as tolices,
e reedita tantas Coisas, até ver um signo novo, presentear os sentidos...
REintegro projeções, às lembranças esquecidas,
me desFAÇO, me rePinto...
Incerta, caminho pelo rumo que rabisquei a lápis HB...
Traço fraco, quase apagado,
Rasgando as Fibras inconstantes dos pensamentos,
e se moldando,
delgado e sinuoso,
às IMprecisões da hostilidade,e renúncia...
Não encontro refúgio,
no mundo que inventei,
Não tenho esconderijo, e lido, incansavelmente,
com todos as faces das insanidades que internalizo...
Meu mundo pequeno,
quase microscópico,
para a poética que se intumesce,
embebida em água, e germinante,
contextualizada com as realidades ásperas, e não prodigiosas...
CONSTÂNCIA impregnada de desagravos,
de PRÉestagnação!!!
É meu verso pálido,
de secagem ESMIUÇADA...
DESenganado, esparço, remetido incauculado,
em devaneio rouco...
São minhas valências, estagnadas,
semi-Hibridizadas*, de palavras, palavras, plavras sem sentidos,
sem significações que concretizem qualquer idéia...
Meu Eu, desejo AGUADO,
sujo, às vezes, internalista, egoísta, chamuscado de vertigem,
de bobagens,
de quase nenhuma irresponsabilidade...
Resguardado de conclusões, e preenchimentos...
Doído da perda,
descontando na poética fragilizada...

sábado, 10 de outubro de 2009

Frases pela metade...

Na metade da frase,
desconsiderei todas as coisas que tinha dito antes,
e resolvi fazer uma nova conclusão...
Fala interrompida, não é fala apagada.
Infelizmente...
Já que, não há um paradigma a ser seguido,
e o resultado é o texto em carne-viva
a verdade bruta,
não lapidada pela escrita manipuladora...
Na metade da frase,
eu inverti o rumo,
e por resolução inequívoca,
disse-te a verdade bruta, sem rima...
Fala invertida, não é fala compreendida.
Infelizmente...
Meus marcadores foram precisos,
quanto ao rigor semântico,
mas tu, alocutário,
tapastes os ouvidos,
e deixastes-me num solilóquio monótono, e irresponsável...
É um equívoco, tratar desta "conversa de botas batidas"
tão prolixamente,
remendando significados, e lembranças,
até formar uma colcha de retalhos que abrigue o coração...
Mas, de que posso fazer, se o pensamento instantâneo,
limita a ação à soma de suas partes mecânicas,
e faz emergir, do equilibrio estático, o Caos,
a desordem enigmática de todas as metáforas que criei um dia...
Não faz mais sentido, cultivar frases inteiras...
O remendo, por enquanto, serve, até o instante que as causas, unicamente, falem por si.


PS:
Me perdi na conclusão deste texto... Tenho receios de dizer, o que não faz sentido, como negar meus sentimentos, e insistir na idéia absurda, que não quer deixar minha mente...
Odeio despedidas, odeio finais que não correspondam às minhas expectativas...
Odeio coisas mal escritas, sem conclusão coesa...
Odeio essa minha história, que tenho repetido, exaustivamente, e que se encontra pela metade, como a minha frase...

domingo, 4 de outubro de 2009

Para ser breve, Flolhetim


Foi um big-bang gigantesco,
dois olhares apressados se chocando no inesperado.
Depois disso, uma tarde passa voando,
dando lugar às eras que se sucedem, de tremedeiras a calafrios.

Despedida.

Um amor surgido do nada...
Evolui da solidão e da distância, tendo a poética como formadora de sua matéria.
Ele não sabia de nada, e seguia sua vida,
de anti-matéria...
Universos paralelos se cruzam?
Se esbarram, embaixo do sol quente,
e unidos pela apreensão de "decisão do futuro"
encontram-se...
Saudade morre, e subsiste o desespero de presença...
Grudados dois dias, discutindo provas e teorias...
Dali a frente, mais um dia nos separaria novamente...
Se não fosse a persistência...(Diria o destino, se falasse a alguns dias atrás...)
Mais uma vez, nossa dialética se mostrou complementar,
e não contaríamos "conversa" em atirar fora os relógios,
e permanecer a eternidade sem questionar o tempo...

Despedida.

Abraço apertado, que até hoje tatua meu peito...
Adeus sem mãos, apenas com o olhar...
O universo se expande... O ano termina,
e a lembrança da virada... Minha condeCORAÇÃO em teu pescoço!
Resultados aterrorizantes, pisoteiam as vontades,
e contaminam a nascente de esperanças que minava entre nós... (mesmo que secretamente)
Nossa presença virtual,
minguava,
enquanto o sentimento, se fincava cada vez mais...(em mim.)
Minha matéria poesia impregnava-se de medos, e desesperanças...
De repente, uma virada incauculada,
e vejo meu destino rodar 180°...
Para muito longe...
Decidi abandonar a crença, e me fazer de vez,
vazia de lembranças...
Mas quem dera...
Envio-me, instantaneamente, em palavras,
até tuas mãos,
e me respondes...
Nos aproximamos, a cada lua,
e a víamos adormecer todos os dias...
Presença muda,
só lida...
"Amor da minha vida!"
O sonho da Roda-Gigante...O coração que pulsava inaudível...
As promessas infindas, na lista que criamos... (eu a perdi...)
A Escócia, o balão, o Vôo...O DNA, e suas dicas intergalácticas...
Nosso vôo foi curto...Desvendamos o espaço imenso, num piscar de olhos,
e tivemos o Outro tão intrínseco, que chegamos a acreditar que estivéssemos,
de fato,
juntos...(ou que podiamos ler os pensamentos do outro)
"O destino se encarregará de reunir-nos novamente..."
Era nosso evangelho!
Dali a pouco, percebemos, que a distância Aumenta sempre.
Deixou-nos isolados em nós mesmos,
sem oportunidades, ou motivos pra sair da redoma encantada do sonho individual...
Perdemos contato...
Por obra, de não sei que acaso, ou consciência, ou cotidiano!
Conjecturas brotaram, e cresceram (daninhas que eram) em nosso jardim...
Tudo que florescia, tingiu-se de um cinza-grafite,
e desfaleceu...
Não havia um amortecedor para as palavras,
e meu tom era de fim...
(embora, me agarrasse ao ultimo fio de esperança...)
O seu, era de 'vagabundagem' (incerto, escorregadio, errante)...
Ate agora, creio que sua verdade veio pela metade...
De fim, abandonou-se a Roda-Gigante,
e promoveu-se o suplício da imaginação, e do desejo...
Não foi culpa sua...Nem minha...

Despedida*...



PS:

Os pedidos foram de um livro... Entretanto ofereço-lhes apenas os fatos...
Prefiro ser breve...
i'm sorry...



*Despedida não oficial...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Roda-Gigante [3]


Imaginaria um milhão de coisas a dizer neste instante,
Mas meus milhões de palavras, são muito para os instantes que escasseiam...
Coração é Mara! Samba, bongô africano, motor imperecível para viagens e vontades!
Foi/é/será (sempre) palco para as mais loucas peripécias,
E por isso, não deixará de sofrer nunca.
Amarra o tempo no pé da mesa, deixa estático, Vamos apreciar a vista da madrugada que se finda, e imaginar o lindo pôr-do-sol futuro tão planejado.
Arruma as malas, se prepara pra errar o chão,
Pra voar mesmo sem asas, pra caminhar no céu, com os pés no chão!
A viagem mais louca, inesperada, a imaginação que aguarda, o quase início de um grande conto, ou história mesmo...
Roda-Gigante é tempo, dia-noite, espera marcante... Duraria? Esquece o tempo, pois ele passa, passa...O presente é a verdade, é a eternidade, é cada minuto findado em pensamento constante no outro!
Ah, Universo de vastidão cansada, não me vistes? Mergulhei na idéia de ser estrela, espaço, viajante galáctica... Mergulhei na escuridão do olhar profundo, universo imenso cheio de estrelas rutilantes... (teu olhar universo)
Mergulhei no teu xodó, no teu carinho, no grito “Amor da minha vida”, no sonho de depois, e depois, e depois...
Na mensagem exata, de boa noite,
Declarada fala pela mente nostálgica...
Primeira-Vista é nascimento! Avante! Até que a morte (n-)os separe!
Mesmo que seja a morte do sentimento...
E não é tristeza não! É ciclo, é vida inversa! Afinal, amor é energia, é constução!

oOo

Não sei ainda, dizer-te Adeus,

ou se desejo isso...

Não sei que fim levou a nossa história,

pois resolvi guardar os scripts no fundo da gaveta...

Odeio saber o final antes de ler TODA a história!

Prefiro calar a voz do narrador...

oOo

É o teu tempo agora!


PS1:
Queria escrever um texto específico sobre o 'Roda-Gigante', mas nada melhor do que eu mesma te disse...
No instante, era palavra sem contexto... Hoje, há a tristeza como plano de fundo (embora o texto soe alegre)...
Tudo resolvido... (não da melhor forma, mas findado...)
(entende quem acompanhou {de perto e/ou de longe} a série de textos Roda-Gigante [1] [2] [3])
PS2:
Gostaria de agradecer à Danii do blog 'não basta apenas existir',
e também, ao Marcio mello do blog 'estrada de pensamentos', e à Amanda Luíze, do blog 'borboletas na gaiola', pelos selos...
Eu nunca coloco os selos aqui, mas fico muitíssimo feliz...Desculpa a demora pra agradecer...
rsrsrsrrs
Obrigada pelo carinho... Amigos blogueiros...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tempo...

Eu tenho achado que o tempo acompanha meu ritmo...
Eu que quase não paro,
que levo a vida freneticamente,
tenho a impresão de levar os ponteiros do relógio presos nos braços e pernas apressados...
Quando vejo,
é o tempo ao meu lado,
em esforço descomunal para andar lado a lado,
ou me ultrapassar, quem sabe...
Faço samba, na caixa de fósforo,
ligo o zigue-zague,
zango, badalo, me escondo...
Apresso o passo,
e o tempo no encalço,
sambando meu samba,
(Para-)Fraseando minhas rimas...
Tenho desconfiado que o tempo me segue,
que imita meu ritmo agilmente descompassado,
que transcorre apressado pelos dias repletos, e frágeis,
e os tic-tacs ressoantes na madrugada-quase-dia,
Tornam-se segundas e infindáveis horas,
enquanto meu sono acorda, lentamente...
Se me segue,
se dança minha dança,
se se torna o meu dia,
se se sente ameaçado com minha pressa sem fim,
Não importa!
Pois eu sou quase tempo...
Eu tenho achado que o tempo acompanha meu ritmo...
Eu que quase não paro,
que vivo à velocidade da luz,
Peço tempo!
Preciso de um dia inteiro...
Deixo os segundos para amanhã!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Texto-com* Debilidades

Retiro o que disse sobre o contexto!
Nem me importo com a tendência de dizer!
Sei o que digo, com as palavras inteiras, e seus primeiros significados...
As reações que virão, virão depois.
De início, tudo é instinto, motivação quase mecânica de fato, de verbalização!
Nada importa o acaso,
da palara que foi "nomeada" aleatória,
ou, fez-se realidade por Haja, seja,
ou por ação instantânea de começo!
Retiro o que disse sobre o contexto (se é que cheguei a falar...),
nesse barato texto-com, de ignorância consentida,
e iludida!
Sim,
O que a palavra diz, supera as barreiras da incompreensão linguística,
e vai habitar nos obstáculos semânticos,
da vontade de entendimento,
ou preferência por imobilidade!
Sei, o que digo, por intenção quase que imediata de sentimento,
em contexto impregnado de sentidos,
e vontades nada agradáveis de entendimento.
Reitero o que digo, sobre o pusilânime 'contexto',
fraco, esparço, duvidoso...
Tenho as vontades em iminência, e as palavras afiadas na ponta da língua!
-------
*Texto-com, como licença poética de 'desconstrução' da palavra contexto...
PS: Ah! que se dane o contexto! As verdades vem inseridas apenas em instinto... Contexto se manipula... Significados não!

domingo, 27 de setembro de 2009

ComPUTA(proposta)dor(mente)...

Deseja salvar o documento?
sim não cancelar
Não!!!!!
Eu cliquei em FECHAR (X) computador estúpido!!!
Não quero salvar nada! Quero apagar de vez da memória essa ruma da ladainhas que andei escrevendo.
Quero ver as palavras bem apertadinhas na lixeira lotada... Em estilhaços de Kbytes disperços pelo HD enorme!
Quero todas essas idéias simplesinhas minguando dia após dia, no esquecimento dos arquivos deletados!
Se o que sinto, ao menos fosse com o documento, desprezaria de uma vez, anexando as lembranças, e as vontades!
Ainda vem o Computador, conspirante
contra a minha sina, lançar mão da artimanha mais tola que o destino poderia me ofertar...
De relance, as palavras me furtam a raiva contida,
e me fazem vacilar com o mouse sobre a resposta...
'Sim' e 'não' se confundem num jogo delirante de devaneios, e Re-lembraças...
E vacilo, confesso!!!
Vejo meu olhar cobiçar os versos ditos, anteriormente,
e desabarem sobre o 'sim', que rutila na tela à frente.
Vejo todo o meu corpo aderir à sedução da proposta indecente da máquina...
E coro... Por imaginar o meu escrito, como verdade nua...
Com todos os fatos desprendendo-se da tela, e rebulindo meu coração, meu libido poético...
Mais uma vez, o computador venceu minhas resoluções.
Escondi o pecado das vistas atentas da consciência!
Sim!!!
Salvar como: arquivo morto...
PS: Como não poderia faltar, minha voz rouca, depois desse devaneio, vem explicar qualquer coisa sem sentido, e desinteressante, a vós, queridos leitores curiosos...
O computador me venceu, de novo...
Sei que não há a opção 'arquivo morto' na janela 'salvar como'... É só uma licença poética ( a explicação mais plausível pra tolice...)
para uma idéia que veio fervilhar na minha agilidade prosaica (hehehe)
Vou ficando por aqui,
mas torcendo por opiniões...
Desde já, desculpo-me pelo tom enfadonho que obriguei-os a escutar estes ultimos meses...
rsrsrsr
Abraços aconchegantes...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Consideraçãoes sobre mim.


DANGEROUS!


Não se aproxime: cemitério de corações.




PS:

Quem não sabe lidar com o próprio amor,
e o do próximo chicoteia,
não por crueldade, ou frieza,
mas por destra resolução,
Tem a dor profunda da decepção alheia
impregnada nos medos!


Medo de tentar,
não por medo, pura e simplesmente
como um limitante da realidade,
mas por juízo macerado,
Passado atônito e incauto,
fantasma que ronda a consciência,
e judia a calma.


Ahhh, quem não sabe lidar com o proprio amor...


Eu não sei!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Com que cara eu vou?


Bate a dúvida amarga,
frente à porta, na saída:
"E agora, com que cara eu vou?"
O mundo lá fora espera,
meu semblante paradigmático,
pincelado precisamente,
para a peça cotidiana.
E endoido, por ter perdido a máscara,
com que cobria as impetuosidades,
por ter a cara nua em pêlo,
estampada de verdade inata.


E agora com que cara
me desculpo,
me redimo ante ao assombro humano?


Não é certo, não é certo,
se mostrar inteiramente,
ter a face descoberta de mentiras,
de ilusões, de pré-conceitos, de conformismo...
Despadronizado. Quase Criminoso!
Quem me vê, regurgita o discurso
repetido, infame, acusador!


E me pergunto com que cara,
eu reajo,
me defendo da acusação humana.


Se vou, ou se fico,
se imito, ou se sou,
de cara nua,
não fico...
'Visto' a cara mais lavada do mundo!
Vou de cara (e coragem)!
Desmascara(n)do...
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