quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

pés no chão e asfalto


O meu coração pulsante
delira frases extenuantes,
brindando à vida que emerge,
da aquarela colorida
verde-esperança,
fazendo do meu sorriso brilhante,
esse riso delirante,
ecoar luzido e retumbante,
sobre a planície etérea
dos imensos quilômetros reais da distância,
transpassada na imaginação do sonho,
da pacata realidade mórbida,
da flor parada sem tactismo,
do céu azul sem nuvens,
do pôr-do-sol que é o teu olhar fumegante em marte,
remetendo me à real condição de distância,
que á pés descalços gostaria de caminhar,
caso o tempo demorasse,
e o sol parasse, trazendo à estrada, sombra
e água de coco no destino final,
ao me embebedar de tão doces vocábulos, pronunciados por breves instantes...
Demoraria-me a analizar teu semblante, como um Rembrandt,
em seus ângulos, e formas perfeitos,
e te deixaria depois, tão longe como o encontrei,
para poder escrever toda a gama de poesias e versos,
que emergem da solidão pós-sonho...
E, cambalendo entre as estradas,
sigo o destino em desatino,
esperando o breve momento de me enlevar,
e reencontrar a essencia limítrofe perdida,
no voar de volta pra casa...


Ps: ao "anônimo" do post Degustação(logo abaixo)...
Ainda bem que a vida, inevitável, vai cavucando as feridas,
provocadas pelos raios UV desses olhares,
até formar a casca grossa, indolor,
para que a ferida suma...
bom, hoje, vejo a praia, os coqueiros,mar sol, ar, remar...
vejo outros olhares...
e a cicatriz, vai sumindo, pelas novas cores da pele bronzeada...
se é que entendi direito quem és...
o tempo passa, o tempo passa, e leva junto, tudo!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Degustação


o que diz a mão ao coração???
um emaranhado de versos vãos,
cheios de uma alegria rouca e desbotada,
pelo menos, contrastada aos outros(versos)
acres, e amargos,
colocam um colorido,
no eterno vestido de solidão...
a solidez se liquefez em algumas lágrimas,
que encharcaram os olhos de satisfação,
se assim posso dizer,
e o sorriso estampado,
pôde declarar vitória,
mesmo depois de um dia cheio de tristezas...
assim como a fome, vem antes da ceia,
a tristeza, e incerteza,
antes da vitória,
mesmo que uma pequena vitória...
a degustação do prato principal que ainda está por vir...


Ps: oi leitores, compulsivos, e anônimos, breve postarei algo legal...só queria compartilhar convosco FELICIDADE!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

tímida declaração


O que diria, meu amor,
se me escutasses??
se pudesse, dalgum lugar do mundo,
ou fora, não sei,
por um breve instante, ouvir
a minha voz???
de certo, que me embaraçaria um pouco,
constrangedor essa pacata declaração de amor,
posto que,
não entendo nada de versos, e rimas...
poderia me apresentar como uma sombra,
esquálida e magra,
mas te assustaria,
poderia dizer-me uma dama,
mas de antemão, me negaria,
melhor declarar-me apaixonada,
por essa fragrância deliciosa que exala do colarinho,
ou pescoço, que seja...
é imaginação, te lembras...
só a voz pode ser ouvida...
bom, não conheço a distância,
ou o teu semblante,
só a matéria luminosa,
de algum lugar do cosmos,
sei que forma a tua íris resplandecente...
não sei seu nome,
não reconheço seu timbre,
não sei nem mesmo o teu semblante,
mas o teu coração pulsante,
delira certezas absurdas,
que logo estarás aqui...
daqui a um instante!
ainda não amo a tua fronte,
é bem verdade...
da tua personalidade não sei o nome,
e o teu jeito,
não distinguo entre os homens,
mas amo a tua alma...
tão complementar à minha,
posso imaginar,
senão, o destino não daria esta oportunidade,
creio,
posso dizer que nossos caminhos se descrevem
desde o nascimento...
breve, nalgum lugar do mundo,
essa grande pátria sem fronteiras para o amor,
será cenério para o mais esperado momento
de palor,
de dois olhares se reconhecendo um...
sinto minha alma tangente à tua,
nesta vastidão profunda e escura,
que é a vida solitária,
esquadrinhando um só momento...
posso dizer, com pouco receio,
que em minha mais singelas preces,
te peço ao Senhor,
para que comigo habites para sempre...
ahhh, se me escutasses,
se pudesses saber, o quanto espero o momento de te encontrar,
ainda não sei quem és,
e o tempo,
não pôde juntar-nos, ainda,
mas se pudesse te dizer,
o quanto desejo....
o quanto desfaleço de saudade
da tua essencia,
que do meu imaginário trescala,
forte e refrescante,
como hortelã e louro...
poderíamos ver o pôr-do-sol,
qualquer dia desses a tarde,
claro, que beijaria-me a mão,
e declamarias uma poesia inédita,
feita na hora,
ou contentariamo-nos em ver
o movimento dos coqueiros,
e saber os antiquissimos segredos,
guardados no vento susurrante das ondas da praia...
se me ouvis,
dizeis agora,
que podes tu amar-me,
que logo, logo, irás encontar-me,
não te demores, amor,
que a minha poética sem ti,
é incompleta...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

poesia num periodo só



Do teu coração
pintado a giz no chão
da sala, à desespero
poético e moral,
não ouço a batida
quase que habitual
do pulsar da vida
frasal, que da tua boca
emergia intensa
e propensa
a tocar o outro (coração)
apaixonado,
tangente à condição
enérgica e tola,
da alma que descansa
na dispensação
mítica,
numa redoma de vidro
e fria,
da lembrança que virou desejo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

revolta dedilhada em prosa (C maior)


As palavras que calam os lábios,
como beijos de dormência,
causam em mim, um turbilhão de sentimentos confusos...
o que poderia dizer, se os vácuos são tão grandes,
se em meio ao olhar,
há o abismo do silêncio, e o vazio dos significados?
não te fies de mim, ó tempo,
não esperes grandes demonstrações de coragem,
ou tão belas imagens, que possam comover
alguma dessas estátuas de mármore,
calcificadas ao longo do tempo, e dos longos caminhos...
antes disso, os lábios balbuciam
uma destas canções de amor,
pronunciadas sem qualquer noção de significado...
o paradoxo das coisas me completa,
assim como um "til" define um "não"...
minha metamorfose não está completa!!!!
uma intriseca volúpia ardente,
e incauta estabelece
a revolta prosódica
que me exarceba de saudade,
e me faz transbordar de lembranças...
e desejos...
os meus sonhos dedilhados nesse violão de duas cordas
ressoam retumbantes
pelas paredes intransponíveis
do coração adoecido,
e se fazem ecoar pelo abismo
profundo da garganta sedenta....
de palavras, de versos, de sentidos...
as palavras mais garbosas desfilam suas garras
em busca de prêmios,
prontas para ferir e aniquilar...
os meus olhos fixos no horizonte tateiam
em vão, qualquer resquício fossilizado de certeza....
e só resta a dúvida da criação do destino predestinado...
talvez uma ilíada poética escrita há muito tempo,
ou uma poesia como esta,
em formação,
vomitada sobre as teclas esparsas do teclado....
pois escrevo ao mesmo tempo que sinto,
e não minto,
o que, por instinto, se derrama como o primeiro grito de dor de uma mulher em trabalho de parto...
sim, minha gestação incompleta enraíza-se
projetando sobre todo o meu ser,
a sensação do vazio sintático,
do verbo que se faz existir,
do encontro casual das almas extasiadas,
que nunca sonharam ser,
mas amar...
e assim, findo esse prólogo de consciência,
advertendo-vos do que virá
quando explodir de versos e choro...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

bem vindo, velho ano novo...


Mais uma volta completa, e voilà!!!!
ano novo....
mais um dia, seguido de outro dia....
mais um velho ano novo, na sequencia de séculos e séculos...
Poderia ter comemorado meu ano novo no dia das teses de abril....
para mim, é como se abrissem as gavetas para sair o cheiro de mofo....
um pouco de naftalina...mas continua o velho guarda roupa...
agora tenho que arrumar tudo de novo...
vamo nessa então 2009...
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