segunda-feira, 5 de abril de 2010

Adeus


O que o adeus, traz de concreto, senão o aceno final?
Os olhos que se perdem no horizonte,
a distância que aumenta.
Mas o Adeus é instantâneo, já que a falta vai habitar as lembranças,
e o ser, logo adiante, torna-se algo a parte do gesto.
Digo que, só se despede de alguém uma vez: dali a diante, aquele será outro,
e nós, ainda mais diferentes do que éramos.
Mas que seja.
Sei que o que fui ontem, não me completa mais,
não me satisfaz,
e o que serei amanhã, me deixa curiosa.
O gesto, é o que perdura. O aceno, carregado de sentimentos, e a saudade que preenche cada centímetro da distância. Estes não mudam, mesmo que o ser mude.
Perduram na memória, fazem-se presentes nos sonhos.
O adeus ao que já era,
é mais intenso.
Denota a dor da ruptura, e talvez, o alívio da partida.
Somos, em nós mesmos, uma ilha isolada (contrariando o Donne). Nos vemos mudando, e despedindo-nos do que fomos.
Não fui clara aqui, por falta de jeito.
Talvez eu abrace a transicionalidade. Admito que sou mutável, e a cada dia, um novo ser acorda no meu lugar, na cama.
Mesma cara, mas por dentro, fruta nova amadurecendo.
Hoje, tenho as decisões tomadas, com impaciência e parciabilidade escancarada.
Não consigo mais vir escrever(motivos meus).
O aceno é mais concreto, que a minha definição de mutação.
Por aqui, tempos perturbadores, e blog, em breve, fora do ar!
Adeus.








PS: Talvez, eu volte, não sei...Mas prometo que ainda esta semana, publico um texto. Um beijo carinhoso a todos. Obrigada aos seguidores, aos que curtem os textos, e comentam assiduamente. Até a próxima...

4 comentários:

Priscila Rôde disse...

Estou caminhando pra isso.
Te entendo bem!

Beijo, linda.

M. D. Amado disse...

O.o Não tô acreditando... =(

Valéria disse...

A vida é mesmo uma ciranda, sei que vai voltar com seus poemas completamente do avesso.

BeijooO'

Valéria disse...

A vida é mesmo uma ciranda, sei que você vai voltar com seus poemas completamente do avesso.

BeijooO'

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