quarta-feira, 14 de abril de 2010

Saudades I


Há tantos que se vão das nossas vidas abruptamente como entraram.
Esses, vem trazer-nos o frescor das tardes, e pintar nosso céu nublado com as cores das luzes. Encantam-nos com sorrisos, enchem nossos olhos de riso, porque riem com o corpo inteiro. Exalam cheiro inconfundível de almíscar e madeira. Sei o perfume de cor, a voz, as manias.
Trazem tanta felicidade, que fica difícil conter tanta coisa boa dentro de nós, aí queremos compartilhar, com o mundo!
Os olhos piscando, brilhando de contentamento,
as asperezas da realidade parecendo tão polidas, que podemos ver refletida nossa imagem, feito feltro pegadiço, arrematando todas as partículas de poeira do denso ar.
Pesado, é o peito, de tanto vazio.
Mas há de se dependurar nas lembranças, feito fotografias, o que houve de bom. O que houve de concreto. E novamente abrir as asas,
deixar de lado as cores do luto da morte do sentimento, e ascender,
entregar também o corpo aos céus, abrir a boca,
e deixar que as borboletas saiam do estômago com seu gosto de nuvem.
O coração, uma só ulcera em carne-viva, ainda pulsa, com a mesma intensidade de antes. Que o poema se prolongue então, que o verso se faça sangue, volúpia, pétala de flor!
Vão-se os amores, ficam os versos...



PS: pessoal, eu não consigo não postar...
=P
Beijos.

12 comentários:

M. D. Amado disse...

"Mas há de se dependurar nas lembranças, feito fotografias, o que houve de bom. O que houve de concreto. E novamente abrir as asas,
deixar de lado as cores do luto da morte do sentimento, e ascender..."

Tô nesse processo ainda rs...

Que bom que você não consegue não postar rsrsrsrs

Priscila Rôde disse...

Precisamos deles, Flor. Com urgência!

Valéria disse...

A vida é como uma blusa, depois que a gente usa amassa mesmo...

BeijooO

Mamello disse...

É muito bom estar de volta e ver que a casa continua a mesma!

Parabéns querida!



Beijos,
Marcio.

Fabio Rocha disse...

sim, soh os versos ficam...

meus instantes e momentos disse...

que belo texto, muito bom teu blog.
Gostei daqui
Maurizio

leonel disse...

A felicidade parece efêmera em nossas mãos imprecisas.

Continuas escrevendo. Não tenhas medo de quebrar os cristais. Dos cacos podemos fazer lindos mosaicos, ainda mais apreciáveis do que aquele que deu origem.

Abraço!

Léo Santos disse...

"Vão-se os amores, ficam os versos..."

Muito bom isso guria! Gosto dos teus escritos!

Um abraço!

Cau Metal Amorim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cau Metal Amorim disse...

gostei d+ desse!!!como diria uma amiga mia "aqeles q nao aprenderam a voar, podem ainda saltar!"..mas pelo q vejo vc está aprendendo a voar XD
bjo Nine

Mamello disse...

É Marcio, Marcelo não, pelo amor de Deus! ahahahahahahahha

Solange Maia disse...

que bom que vc não consegue não postar... teus versos são lindos, trazem as dores da gente deforma tão delicada que quase para de doer...

beijo na alama

Ocorreu um erro neste gadget