domingo, 10 de agosto de 2008

à parte, todo esse discurso meloso e piegas,
queria comentar algo que sinto agora....
uma angústia enorme!
como me sinto egoísta!o mundo sofrendo, pessoas morrendo,
e eu aqui, estática, chorando mágoas e dores idiotas....
achando que meu sofrimento é grande!
pretensão de poeta de quinta!pretensão de quem não conhece a realidade da existência!
Neste momento me sinto impotente,
tenho apenas algumas palavras pra fazer valer o meu discurso!
O capitalismo doentio, cruel se nutre do sangue dos insignificantes que ralam para ter um pouco de comida....
a poesia se nutre do veio humano....
da mágoa, da opressão da dor....
neste momento, não quero a poesia, como um vocábulo funesto, ou uma idealização de uma realidade esparsa......
não quero o vazio de sentidos....não quero evidenciar o meu interior......
quero apenas dissecar a profunda ignorância, a profunda miséria à qual estamos mergulhados,
ao estado de topor social....
A violência tornou-se banal.....a humanidade tornou-se bossal....
ninguém mais se impórta com nada, a não ser com suas vidinhas estúpidas....
vejo à frente uma geração massificada, sem ideais, sem graça....
o que será o futuro????
Hoje somos coisificados....seres programados....seriados....
Hoje o ser não mais importa, pois todos tornaram-se fúteis...
o coração está diminuindo progressivamente e
estamos caminhando para a mecanização do homem!

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