quarta-feira, 24 de setembro de 2008

borboletas ditas




de novo o coração bate mais forte


a barriga cheia de brisas


mãos geladas, calafrios...


os lábios falam o que o coração tenta esconder...


os olhos desesperados vem e vão sem saber o que enxergar....


as mãos desenfreadas,


escrevem, o que não quero admitir:


cabeça age sem pensar...


um arrepio percorre a espinha


e versos se fazem devagar...


da boca saem borboletas coloridas...


palavras em desatino!


abro a boca e deixo escorrer


todo esboço de ideias e pensamentos...


e me sinto livre....


e me sinto esvaziar....


estou como as cigarras, que morrem de tanto cantar....


minhas pálpebras cansadas testificam os sonhos roubados,


a madrugada em versos e pensamentos,


o nascer do sol, que não me despertou para hoje!!!


Loucura de viver,


de não saber o que fazer,


de deixar o cérebro, o corpo, o coração agirem por si só!


mesmo se correr, ou se ficar,


não há saída, a não ser escolher onde andar...


o tempo passa....


tempo,tempo,tempo,tempo....


incessantes horas, segundos, momentos se sucedem ininterruptamente


e eu aqui, levada pelo vento....


as árvores não sentem o tempo...


as brisas carregam os desejos...


meu olhar, e minhas certezas, se perdem no horizonte...


não há como fugir!

Um comentário:

Roberta Profice disse...

Sim, foi mais ou menos o que quiz dizer, existem de fato amigos inesquecíveis, não tão constantes, os quais ficam tatuados nas paredes do nosso coração e outros que com o tempo mostram que talvez não tenham em seus dicionários o mesmo significado para amizade que nós...Assim é a vida!Seja sempre bem vinda ao blog!
Beijo*

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