quarta-feira, 29 de outubro de 2008

EPÍSTOLA


De que te comoves meu amor?
das lágrimas de vidro que dilaceram
meus olhos selvagens,
ou dos soluços silenciosos
que arrebentam a garganta e o peito,
em solavancos absurdos...
Ahh, a cabeça já não sofre mais
com a pretenciosa indiferença,
e minhas mãos cansadas de escrever,
despejam palavras sem dono, criptografadas de um sentimento delirante...
O que espero então?o que diz o teu olhar vago e distante?
as tuas palavras chegam a mim como o eco de emoções remotas,
quase ilusórias,
e caem no meu coração, despejando-se
como estalagmites e estalactites...
Ai amor, por que te comoves?
desta situação deplorável de perda,
uma deriva sem fim, que separa-nos
a cada pulsar dos aurículos...
Ahh meu bem, meu coração já nem
dói mais, nem minha mente descontrola quando leio teu nome.
A ignota distância já cumpriu o seu papel, de transformar-te numa
emblemática e frágil imagem de vidro.

3 comentários:

Denise Prates disse...

Que tristeee essa poesia!
Mas mto bonita tbm. :D
Uma declaração de amor melancólica ;)

beijão

Quel Moraes disse...

As lágRimas de vidRo escOndem segreDos...

---> PerfeitO, aMiga!!!

BeeeiijOo!

Roberta Profice disse...

"A ignota distância já cumpriu o seu papel, de transformar-te numa
emblemática e frágil imagem de vidro."
...No meu caso de cristal, que quebrou-se e nunca mais há de ser colado...E por horas eu percebo que quebra-lo foi a melhor solução...Bjo moça!

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