terça-feira, 6 de julho de 2010

Triste.

E daí que meus versos são tristes?
Nascem das profundezas obscuras do meu eu escondido. Descamam das dores insuportáveis que acometem o peito.
São pedaços das doenças interiores, produtos da tristeza,
oriundos da solidão.
Já que cá, eu, sou um todo de melancolia andante,
sublimando a cada dia,
segurando as lágrimas que me rondam.
E daí que eu seja triste?
Não tenho motivos de canto, nem alegrias que perpassem o peito,
e saltem para fora.
Sou mais riso costurado em máscara pintada.
Escuridão tão profunda que não consigo enxergar o que faz parte de mim.
E levo a vida, com o peso da dor, ateado às costas.
Talvez, o anseio pela morte não seja justificável.
E daí que eu seja triste?

5 comentários:

Valéria Sorohan disse...

E qual o problema em ser blue, um pouco de melancolia não faz mal a ninguém.
Estou de casa nova e espero sua visita, meu endereço agora é

http://rasurassobreviventes.blogspot.com

BeijooO* te aguardo!

Anônimo disse...

Eu vou parar de falar que seues textos são tristes. Desculpa :x

Sylvia Araujo disse...

Todo o motivo de canto e de alegrias está aí, bem dentro. Talvez as letras é que precisem dançar quando sufocam o peito. Escrever desafoga e não há mal nenhum em produzir palavras desesperançadas, desde que saiam.

Bonito teu texto, Nine. Bonita você.

Beijoca enorme, flor!

***MissUniversoPróprio*** disse...

É a tristeza, o maior combustível para o poeta.

Texto perfeito...fiquei até sem palavras.

Obrigada pela visita e desculpa minha ausência...em breve volto pro Brasil e as coisas voltam ao normal.

Atingòcni disse...

a tristeza faz com que os momentos de alegria superem-se em intensidade... XD

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