domingo, 27 de setembro de 2009

ComPUTA(proposta)dor(mente)...

Deseja salvar o documento?
sim não cancelar
Não!!!!!
Eu cliquei em FECHAR (X) computador estúpido!!!
Não quero salvar nada! Quero apagar de vez da memória essa ruma da ladainhas que andei escrevendo.
Quero ver as palavras bem apertadinhas na lixeira lotada... Em estilhaços de Kbytes disperços pelo HD enorme!
Quero todas essas idéias simplesinhas minguando dia após dia, no esquecimento dos arquivos deletados!
Se o que sinto, ao menos fosse com o documento, desprezaria de uma vez, anexando as lembranças, e as vontades!
Ainda vem o Computador, conspirante
contra a minha sina, lançar mão da artimanha mais tola que o destino poderia me ofertar...
De relance, as palavras me furtam a raiva contida,
e me fazem vacilar com o mouse sobre a resposta...
'Sim' e 'não' se confundem num jogo delirante de devaneios, e Re-lembraças...
E vacilo, confesso!!!
Vejo meu olhar cobiçar os versos ditos, anteriormente,
e desabarem sobre o 'sim', que rutila na tela à frente.
Vejo todo o meu corpo aderir à sedução da proposta indecente da máquina...
E coro... Por imaginar o meu escrito, como verdade nua...
Com todos os fatos desprendendo-se da tela, e rebulindo meu coração, meu libido poético...
Mais uma vez, o computador venceu minhas resoluções.
Escondi o pecado das vistas atentas da consciência!
Sim!!!
Salvar como: arquivo morto...
PS: Como não poderia faltar, minha voz rouca, depois desse devaneio, vem explicar qualquer coisa sem sentido, e desinteressante, a vós, queridos leitores curiosos...
O computador me venceu, de novo...
Sei que não há a opção 'arquivo morto' na janela 'salvar como'... É só uma licença poética ( a explicação mais plausível pra tolice...)
para uma idéia que veio fervilhar na minha agilidade prosaica (hehehe)
Vou ficando por aqui,
mas torcendo por opiniões...
Desde já, desculpo-me pelo tom enfadonho que obriguei-os a escutar estes ultimos meses...
rsrsrsr
Abraços aconchegantes...

4 comentários:

Jorinha disse...

Ele está com sede
de carne
Com vontade de água morna e fome

Ele está carente de documentários
Está com o olho anti-horário da revolução

E
de repente
Some pra dentro do quarto

Ele está com a mão na botija
A boca afastada de amendoins
Enquanto dentes desenham suas falas

Ele está bem
Sem retoques na alma
Sem pressa e sem ganas de ir embora

Ele está lá
Só esperando que você salve o documento

E não apague da memória
aquilo que realmente jamais se apagará.

Danii disse...

Oii...Tem um selinho pra vc no meu blog...
Fica com Deus! :*

ERICK MOURA disse...

adimiro isso em você Nine.
consegue escrever utilizando coisas que não fazem parte de um escritozinho de menina de 15 ano no alge do "amor".
é bonito como voce escreve, é sábio como escolhe as palavras.
apenas resta o PARABENS.
bj sua menina.

ERICK MOURA.

obs: tem texto novo la no meu blog.

Mamello disse...

Como o próprio nome diz..."memória".

É pra guardar.


Memória nunca se apaga... sempre fica uma vaga lembrança, mesmo que inconscientemente.

E tudo o que passou é aprendizado. Mesmo que seja intensivamente irritante.

Adorei o devaneio tecnologico!
=****

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